No passado dia 17 de abril, o grupo REDE realizou, em simultâneo, na Agência Galega de Conhecimento em Saúde – ACIS (Santiago de Compostela) e na Faculdade de Medicina da Universidade do Minho (Braga, Portugal), o segundo e último workshop presencial da iniciativa promovida no âmbito do projeto TransfireSaúde, centrado na análise das responsabilidades e dos pontos cegos éticos associados ao uso da inteligência artificial na saúde.
Após uma primeira sessão orientada para o mapeamento de desafios éticos emergentes, este segundo workshop permitiu avançar para uma reflexão mais aplicada sobre como abordar esses desafios na prática, colocando o foco na governação, na distribuição de responsabilidades e na necessidade de reforçar mecanismos de supervisão e prevenção.
Tal como no primeiro workshop, as sessões reuniram participantes com perfis diversos — profissionais da área da saúde, perfis tecnológicos e utilizadores do sistema de saúde — em grupos de trabalho heterogéneos, promovendo um diálogo multiactor em torno de uma questão central: como garantir uma adoção da IA na saúde que seja ética, segura, transparente e centrada nas pessoas.
Ao longo da jornada, os grupos de trabalho partilharam perspetivas sobre o papel que os diferentes intervenientes devem assumir no ciclo de vida destas ferramentas, desde a conceção da ideia até à sua integração nos fluxos de trabalho, utilização regular e controlo. Foram também identificadas lacunas ou ambiguidades que podem dificultar uma governação adequada. O objetivo foi contribuir para uma compreensão mais clara e partilhada dos desafios colocados pela incorporação da IA no setor da saúde e das condições necessárias para a sua adoção responsável.
Com este segundo workshop, o TransfireSaúde encerra uma nova etapa do seu percurso de formação e sensibilização, combinando formação online com espaços presenciais de trabalho colaborativo para promover um quadro comum de utilização responsável da inteligência artificial na saúde na Eurorregião Galiza–Norte de Portugal.
O projeto TransfireSaúde é cofinanciado pelo Programa de Cooperação Transfronteiriça INTERREG VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027.
